Cristianismo como seita (8)

Continuo avaliando se o critianismo pode ser considerado uma seita com a oitava característica nesta série. Se você caiu de pára-quedas, vá para a introdução: Cristianismo e seitas

8. Os fins justificam os meios

O grupo ensina explícita ou implicitamente que seus supostos fins superiores justificam quaisquer meios que julgue necessários. Isto pode resultar em membros participando de comportamentos ou atividades que considerariam repreensíveis ou antiéticos antes de juntarem-se ao grupo (por exemplo, mentir para família ou amigos, ou coletar dinheiro para caridades falsas)

Esta é um pouco difícil. O cristianismo exalta a integridade moral, embora muitos dos seus líderes não a pratiquem (padres pedófilos, pastores corruptos, etc.). No islamismo existe a Taqiyya, doutrina que instrui a mentir para a defesa da fé ou de si — não fui a fundo. Não existe algo assim no cristianismo.

Também há a questão da desonestidade na apologética cristã, do criacionismo à Aposta de Pascal, de Ray Comfort a William Lane Craig; mas a desonestidade observada nesses casos não é inerente à religião nem ensinada para o fim do grupo.

Sem encontrar evidências sólidas, esta característica não contribui para que o cristianismo seja uma seita e não conto mais um ponto — 6/8.

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Sobre Henrique

Casado e com dois filhos lindos como os pais. Meio doido, mas legal.
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